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Desenvolvimento sustentável: o grande desafio do século XXI

25-11-2010 05:26


    O marco na questão do consumo de recursos naturais está na Revolução Industrial, que foi um conjunto de profundas transformações econômicas, tecnológicas e sociais ocorridas na Europa a partir da segunda metade do século XVIII. Nessa época, o carvão mineral passou a mover máquinas a vapor e outros minerais. O ferro, por exemplo, passou a ser utilizado como matéria-prima para as indústrias que se desenvolviam rapidamente. No século XX, o petróleo tornou-se a fonte de energia mais importante e também matéria-prima de milhares de produtos, entre eles, o plástico.

    Acompanhamos no dia-a-dia o quanto o ser humano está destruindo o meio ambiente. O crescimento das cidades, as indústrias e os veículos estão causando transtornos para o ar, o solo e as águas.

    O desenvolvimento é necessário, mas o ser humano precisa ter atitudes conscientes para garantir a nossa sobrevivência neste planeta.

    O respeito ao ecossistema tem sido uma característica marcante na atuação sustentável de algumas empresas, bem como decisões políticas e econômicas por parte dos governantes.

    A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender às necessidades das gerações futuras. Trata-se do modelo de desenvolvimento que não esgota, no presente, os recursos naturais para o futuro e, ao mesmo tempo, assegura o equilíbrio ecológico.

    As crises decorrentes das mudanças climáticas exigem uma mudança nos padrões de consumo e produção. Diversas empresas têm tido a preocupação de atender aos desafios presentes e ,com isso, esperam fazer a diferença no futuro.

    Em 2007, a Natura Cosméticos implantou o Projeto Carbono Neutro, destinado a reduzir e compensar a emissão de gases de efeito estufa em todas as etapas da cadeia produtiva. A ideia é agir desde a extração de matérias-primas e materiais para embalagens, passando por processos internos e o transporte de produtos até o seu descarte.

    Desde a década de 50, quando as ações ambientais eram quase inexistentes no país, a Faber-Castell já buscava fonte de suprimento sustentável que não degradasse o ecossistema. A ação se deve ao fato da empresa acreditar na necessidade de se buscar suprimentos de madeira que não pressionem os ecossistemas

    Esta iniciativa pioneira, coerente com suas crenças e valores, procurava identificar as espécies de árvore capazes de produzir madeira de qualidade para a produção de lápis, sem agredir o meio ambiente.

    Atualmente, a Política Ambiental Florestal da Faber-Castell apresenta compromissos permanentes da empresa com o meio ambiente e acabam superando as exigências da legislação existente. Portanto, o Conselho de Manejo Florestal, órgão mundialmente reconhecido, atestou que o trabalho da empresa é ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.

    Em 2010, a empresa completou 80 anos com mais de 2700 colaboradores e uma produção anual de 1,8 bilhões de Ecolápis fabricados com madeira reflorestada ,o que faz da Faber-Castell Brasil líder mundial no setor.

    A Nova Lei Brasileira de Resíduos Sólidos, assinada em Agosto de 2010, mobiliza governo, empresas e consumidores para desenvolver a reciclagem e reduzir as ameaças do lixo.

    Pela nova legislação, a responsabilidade deve ser compartilhada entre poder público, empresa e consumidores. Fabricantes e comerciantes são obrigados a fazer a chamada logística reversa, ou seja, o retorno dos produtos às indústrias após o consumo e o descarte pela população. A regra vale para embalagens em geral e agrotóxicos, pneus velhos, óleo lubrificantes e lâmpadas, além de pilhas e baterias, cartuchos de impressoras, celulares, computadores, geladeiras e outros eletrodomésticos fora de uso.

    Os catadores, reconhecidos formalmente pela nova lei como agentes de coleta seletiva, precisam de qualificação para exercer a atividade dentro dos padrões necessários. Com apoio da Fundação Banco do Brasil, 12 mil trabalhadores estão sendo capacitados em diferentes regiões do país para a organização e a gestão de cooperativas. O objetivo é incentivar a criação de redes de comercialização que eliminem os intermediários.

 

Por: Ricardo Mitzcun

F5 Produções

 

Referência : https://catracalivre.folha.uol.com.br/wp-content/uploads/2009/06/meio-ambiente.jpg

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