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O ESTRANHO
Nunca se sabe quem está te seguindo


 

CAPÍTULO 1

    Era quarta-feira, e eu ainda tinha vinte minutos antes do início da aula – o tempo perfeito para que eu visse as atualizações no Orkut. Entrei no site e me espantei ao ver que uma pessoa desconhecida havia visitado meu perfil. Não liguei pra isso, apesar de ser a segunda vez que aquele cara aparecia na minha página inicial. Entrei no Twitter, e percebi que o mesmo cara estava me seguindo. Comecei a segui-lo também, mas não consegui descobrir quem ele era.

    Preferi não pensar nisso, devia ser só uma coincidência. Enquanto eu lia meus emails, apareceu um garoto apressado, que se sentou atrás de mim e abriu um notebook. Não me considero uma pessoa “sensitiva”, mas comecei a sentir que alguém me observava – tinha certeza que era o garoto, afinal, ele estava sentado tão perto! Decidi não dar atenção a essa impressão boba, e comecei a navegar pela internet, em busca de algum site onde eu pudesse fazer o download da música “All My Life”, do Foo Fighters.

    Quando faltavam apenas alguns minutos para que a professora chegasse e começasse a aula, vi que o desconhecido havia me mandado uma DM, perguntando sobre minhas preferências musicais.



CAPÍTULO 2

    Durante três dias, recebi várias mensagens sobre o Foo Fighters, falando de shows e curiosidades sobre a banda. Comecei a perceber que, pelo menos quando eu estava na universidade, sempre que uma das mensagens chegava havia um garoto perto de mim – e não era qualquer garoto, era sempre aquele que se sentou perto de mim na aula da quarta-feira. Comecei a achar isso estranho, mas tive receio de me aproximar dele.

    Um dia recebi outra mensagem e, olhando ao meu redor, notei que o garoto estava sentado a poucos metros de mim, ouvindo música e mexendo no computador. Isso seria uma ação absolutamente normal, mas percebi que ele estava segurando algo parecido com um DVD. Como quem não quer nada, me levantei e fingi que ia embora, só para passar perto de garoto e descobrir o que ele estava vendo. Quando percebi que o DVD que ele segurava era um show do Foo Fighters, fiquei bastante assustada e fui embora o mais depressa possível.

    Cheguei em casa muito abalada, certa de que aquele garoto estava me perseguindo e me espionando. Minha mãe achou a situação engraçada, e me mandou esquecer aquela bobagem e me concentrar nos meus estudos. Achei melhor seguir o seu conselho, apesar de ainda estar preocupada.

 

CAPÍTULO 3

            Numa quinta-feira, os laboratórios de computação estavam lotados, me obrigando a ficar sentada no corredor da universidade usando meu notebook. Eu estava navegando na internet quando recebi uma mensagem do Estranho – a essa altura, eu já havia apelidado meu seguidor de “Estranho” – falando sobre um show do Foo Fighters, e dizendo que esperava que eu fosse. Pensei imediatamente no garoto que tinha aula comigo, e com quem eu nunca tivera coragem de conversar, com medo de que ele fosse o seguidor. Com aquela mensagem, eu tive certeza de que minha suspeita era verdadeira, e fui atrás dele para pedir satisfações.

            Encontrei o garoto estudando no pátio da universidade, como se fosse a pessoa mais inocente do mundo. De repente, fiquei com muita raiva – era fim de semestre, eu tinha muitos trabalhos para fazer e, enquanto ele ficava lá, estudando, eu perdia horas preciosas do meu dia preocupada porque ele me mandava mensagens anônimas? Isso não era justo. Perdendo completamente o controle, comecei a gritar com o garoto, que fingiu não entender nada.

Tópico: O Estranho - Versão Escrita

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